No post anterior iniciamos a discussão sobre conhecimento compartilhado. Hoje damos continuidade a esse tema, abordando os desafios e lições aprendidas com redes de aprendizagem e comunidades de prática.
A base dessa discussão é o texto "Promovendo a Construção e o Compartilhamento do ConhecimentoHabilitado pela Tecnologia para InovaçõesEducacionais Abertas Sustentáveis", de Toru Iiyoshi e Cheryl L. Richardson.
A figura abaixo apresenta um mapa mental que resume os principais pontos debatidos no texto:
Mapa Mental - baseado em Iiyoshi & Richardson
Elaborado pela autora, 2018.
(CLIQUE PARA AMPLIAR)
Ao final do texto, alguns questionamentos são colocados. Vamos dar continuidade a essa reflexão a partir de uma das questões:
"Como podemos tirar o máximo de uma vasta gama de tecnologias e dos mais recentes resultados de pesquisas para tornar os aspectos invisíveis de ensino e aprendizagem ainda mais visíveis e compartilháveis?" (p.354)
A exposição à informação vem exigindo uma “sofisticação” do aprendizado. A relação docente-discente, bem como destes com os conteúdos deve ser incrementada no sentido de acompanhar este novo modelo social. É importante ampliar o formato tradicional da sala de aula, no sentido de superar limites e aproximar-se cada vez mais do estudante, diversificando a compreensão do conteúdo e tornando a experiência do aprendizado mais constante e eficaz (FARINIUK, 2015).
Uma das alternativas para tornar o processo mais visível e compartilhável é por meio das tecnologias móveis, especialmente smartphones e tablets - a chamada Mobile Learning (ou M-Learning). Nesse processo, consideramos que atualmente há mais de 235 milhões de linhas móveis em uso no Brasil (ANATEL, 2018) e que há três anos mais de 92% dos domicílios brasileiros já possuíam ao menos um aparelho celular (IBGE-PNAD, 2015). Isso sugere que a apropriação dessa forma de tecnologia é uma alternativa viável e rápida de disseminação e compartilhamento do conhecimento, e de criação de redes de ensino-aprendizagem.
Nesse processo, pode-se considerar que a tecnologia possui um caráter naturalmente atrativo, e na educação, é importante que este potencial natural seja aproveitado para a geração de interesse. O uso pode, além de trazer novidades para o processo de aprendizagem, contribuir para uma maior participação, engajamento e frequência do estudante. E, nesse caso, não somente a utilização do M-Learning em si pode contribuir, mas a associação de diferentes ferramentas digitais, criando um modelo flexível e vasto de utilização por parte do estudante e comunidade acadêmica. A inclusão das redes sociais também pode apresentar-se como alternativa interessante. Isso ocorre à medida em que a rede de aprendizagem utiliza uma ferramenta já naturalizada de interação (ou seja, menos dependente da fase de adaptação à ferramenta) - para compartilhar o conhecimento.
Naturalmente, todas essas alternativas exigem estratégia de adoção, não apenas quanto ao nível de seriedade que qualquer processo educacional exige, mas também quanto a um código de conduta de uso, para que se possa aproveitar o máximo potencial da tecnologia, mitigando eventuais riscos de sua utilização.
ANATEL. Brasil registra redução de 2,88% no número de acessos em operação na telefonia móvel em 12 meses. Publicado em 30 de abril de 2018. DIsponível em: <http://www.anatel.gov.br/dados/destaque-1/283-brasil-tem-236-2-milhoes-de-linhas-moveis-em-janeiro-de-2018> Acesso em: jun./2018.
FARINIUK, T. M. D. Aprendizagem móvel e o desafio da educação para todos. iN: XII ESUD - Congresso Brasileiro de Ensino Superior a Distância, Salvador/BA, 30.11.2015 – 03.12.2015. DIsponível em: <https://www.aunirede.org.br/anais/arquivos/Anais_completo.pdf> Acesso em: jun./2018.
IBGE. PNAD: Síntese de indicadores 2015. Disponível em: <https://ww2.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/trabalhoerendimento/pnad2015/default_sintese.shtm> Acesso em: jun./2018.
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